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Rural 21/02/2019 14:54
Por: redacao

FETAG divulga nota sobre a Reforma da Previdência

Se aprovada, a mulher trabalhadora rural que hoje se aposenta aos 55 anos de idade passará para 60 anos, o que a deixa com a mesma idade do que os homens para ter acesso ao benefício previdenciário da aposentadoria.

A direção da FETAG entende que a proposta de reforma da Previdência Social apresentada nesta quarta-feira (20) pelo governo federal ao Congresso Nacional é um verdadeiro afronte e uma grande discriminação, em especial à trabalhadora rural. Se aprovada, a mulher trabalhadora rural que hoje se aposenta aos 55 anos de idade passará para 60 anos, o que a deixa com a mesma idade do que os homens para ter acesso ao benefício previdenciário da aposentadoria.

          A discriminação ocorre, justamente, no início do mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, descaracterizando todo o trabalho das mulheres no meio rural, a qual enfrenta uma dupla jornada  - em casa e na roça -, numa atividade insalubre, sem direito a férias, 13° salário, enfim, 365 dias ao ano na produção de alimentos.

          Além disso, o trabalho rural faz com que a partir dos 50 anos de idade a condição laboral fica reduzida, justamente pelo excesso de atividade ao longo de uma vida inteira. E mesmo com todas essas dificuldades, é necessário a continuidade do trabalho. E com a reforma previdenciária proposta serão necessários ainda mais cinco anos.

          Esse é o diferencial que o governo precisa enxergar e entender que não tem como equiparar a idade de homens e mulheres do meio rural e é por isso que acreditamos na importância de manter a diferença hoje existente.