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Rural 13/05/2020 13:24
Por: Fabricio Ceolin

Emater de Sobradinho avalia impactos da seca no município

Em boa parte, essa quebra é compensada pelo seguro agrícola, pelas renegociações dos financiamentos e pela liberação de novos créditos agrícolas anunciados pelo governo federal.

“Vamos festejar a volta da chuva e o final da seca”. Foi o que disse o chefe do escritório da EMATER do município em entrevista à Rádio Sobradinho AM. Segundo Adriano Dreher, com acumulados de chuva ultrapassando os 160 milímetros no mês de maio na maior parte do Centro Serra, cessa a falta de água tanto para a agricultura quanto para a pecuária. As perdas, no entanto, são irreversíveis nas culturas de verão, e por isso, um levantamento dos prejuízos foi feito em Sobradinho.

Segundo Dreher, na cultura do feijão a quebra da safra chegou a 37 %; no milho, 84%; Soja 48%; Uva 42%; Bovinocultura de leite e fumo 40%; Horticultura 50% e bovinos de corte 25%. Segundo os cálculos da Emater, as perdas representam prejuízos elevados. Em boa parte, essa quebra é compensada pelo seguro agrícola, pelas renegociações dos financiamentos e pela liberação de novos créditos agrícolas anunciados pelo governo federal.

Conforme Adriano Dreher um dos desafios para as próximas safras é conseguir fazer o manejo correto do solo para que a água da chuva não se escoe rapidamente. Para tanto, ele lembra que é preciso investir mais na estruturação do solo, com o uso de cobertura de inverno, entre outras práticas. A EMATER se colocou à disposição para prestar assistência técnica necessária.