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Geral 06/04/2019 12:03
Por: Redação

Empresa de Passo Fundo faz proposta em leilão para compra da unidade da CESA de Cachoeira

A proposta foi aprovada pela Cesa e pelo Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais no Estado do Rio Grande do Sul (Sagers).

A empresa de armazenagem e transporte de grãos Pradozem, de Passo Fundo, fez uma proposta de compra do complexo da Cesa no leilão ocorrido na última quinta-feira (04). Se a empresa conseguir os licenciamentos ambientais para usar os silos até o final de dezembro, a compra será efetuada. Caso contrário a negociação será desfeita. A Pradozem não precisou dar sequer um sinal em dinheiro para garantir a compra. Até o final do ano ficam suspensos novos leilões do complexo. A proposta foi aprovada pela Cesa e pelo Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais no Estado do Rio Grande do Sul (Sagers).

A venda do complexo foi determinada pela Justiça do Trabalho para garantir o pagamento de uma dívida com funcionários que não receberam o piso mínimo da categoria entre os anos de 1997 a 2000. A unidade da Cesa/Cachoeira foi leiloada pela quarta vez nesta quinta-feira. O complexo está avaliado em 8 milhões 710 mil reais e o lance mínimo, o valor que será pago pela Pradozem no caso da efetivação do negócio, foi 5 milhões 226 mil reais. A Pradozem arrematou no mês passado a Cesa de Bagé e tem como principal cliente a fabricante de cerveja Ambev. A empresa armazena cevada para a indústria cervejeira, mas trabalha também com estocagem de outros tipos de grãos, como soja, milho e arroz. A Pradozem não compra grãos, trabalhando exclusivamente com armazenagem.

A documentação com a proposta da Pradozem será encaminhada para a Justiça do Trabalho para que a negociação seja autorizada pelo Judiciário. As solicitações de licenciamentos à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) serão encaminhados pela própria Cesa, que ainda é a dona do complexo que tem uma área total de 34,3 mil metros quadrados, sendo 13,2 mil metros quadrados de silos e prédios administrativos.  A capacidade de armazenamento é de 65 mil toneladas de grãos em silos que estão inoperantes há cerca de sete anos.