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Polícia 09/01/2019 14:44
Por: redacao

Polícia investiga se morte em Candelária tem relação com crimes anteriores

O crime aconteceu por volta das 9h40, na Rua Marechal Deodoro. Rios tentou escapar, mas acabou assassinado com pelo menos cinco tiros.

A Polícia Civil de Candelária segue investigando a morte de Antônio Gomes Rios, de 48 anos, executado na manhã dessa terça-feira (08) em frente ao hospital do município. O crime aconteceu por volta das 9h40, na Rua Marechal Deodoro. Rios tentou escapar, mas acabou assassinado com pelo menos cinco tiros. Os disparos também atingiram as paredes e a porta da casa de saúde, que precisou interromper os atendimentos até o início da tarde. Uma das hipóteses é de que o ataque tenha sido uma retaliação por um crime cometido pela vítima há alguns anos.

Falando a reportagem do Portal GAZ, o delegado de Candelária disse que Rios já havia sofrido uma tentativa de homicídio antes, depois de ter cometido um homicídio, em 2013. Segundo, Rodrigo Marquardt da Silveira, a hipótese de retaliação é a mais forte que temos até o momento, mas não há nada confirmado. Em agosto de 2013, Rios matou Ângelo Tavares da Silva em uma emboscada. O crime aconteceu em Candelária. No mesmo ano, ele foi preso e permaneceu em regime fechado até abril do ano passado, quando passou a cumprir a pena com o uso de tornozeleira, em prisão domiciliar. Menos de um mês após sair do presídio, Rios foi alvo de uma tentativa de homicídio. Na ocasião, cinco homens armados entraram na casa onde ele estava com a sua companheira, em Arroio Lindo.

Naquele dia, Vanderleia Maria Cortês, de 51 anos, foi assassinada, mas o apenado conseguiu fugir. Já no dia seguinte, ele se encontrava em frente ao Presídio Estadual de Candelária quando duas pessoas foram mortas e outras duas, baleadas. Entre os feridos estava o irmão dele, Vilmar Gomes de Rios, que foi atingido no abdômen, mas conseguiu correr e se esconder. De acordo com Marquardt da Silveira, a polícia ainda não tem suspeitos da autoria do ataque que levou à morte de Rios nesta terça-feira. O delegado ressalta que as imagens das câmeras do hospital de Candelária estão sendo analisadas em busca de pistas sobre os executores. Ainda conforme o delegado, não há indicações, por enquanto, de que Antônio Gomes Rios estivesse envolvido com o tráfico de drogas.

Depois de sair da prisão, ele estava vivendo com a família no interior de Candelária, em Arroio Lindo, onde tinha permissão judicial para trabalhar como agricultor. Como morava no interior e usava tornozeleira eletrônica, Antônio Rios ia para a cidade algumas vezes na semana para captar sinal e calibrar o aparelho. O local combinado com a Justiça era próximo ao hospital. Segundo a polícia, dois homens chegaram em uma moto e estacionaram. Um dos suspeitos desceu e descarregou a arma na direção da vítima.

Em seguida, voltou até a moto, pegou outra arma e atirou novamente. Rios ainda tentou entrar no hospital em busca de socorro, mas o atirador conseguiu atingi-lo outra vez. Pelo menos cinco tiros acertaram o pescoço, ombro e pernas de Rios, que morreu no saguão de entrada da casa de saúde. A suspeita é de que foi usado um revólver calibre 38.

A juíza Luciane Inês Morsch Glesse, da Vara de Execuções Criminais regional, informou que o lugar estipulado para atualização da tornozeleira, em frente ao hospital, não foi comunicado ao órgão. Segundo ela, “o mais errado, além da vida que foi perdida, foi o fato de a atualização estar ocorrendo no hospital”. A magistrada ressaltou que “jamais autorizaria isso”. Segundo Luciane Glesse, um ofício pedindo que toda atualização ocorra em frente ao presídio foi enviado ontem à delegacia penitenciária.

O delegado penitenciário regional, Andreo Camargo, informou que a mudança de local não precisaria de autorização da VEC e ocorreu após o atentado em frente ao presídio de Candelária, em maio do ano passado, quando detentos monitorados faziam a atualização. Duas pessoas morreram na ocasião. Rios estava entre eles, mas não foi atingido.