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Educação 09/05/2020 10:27
Por: Fabricio Ceolin

Pesquisa da Unisc avalia o impacto da pandemia na agricultura familiar

Entre as recomendações, está a atenção especial à agricultura familiar, que em nível mundial é a principal protagonista na produção de alimentos, sendo suas atividades essenciais para a manutenção da sociedade.

Como a pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19) tem afetado diversas dimensões da vida social, agências internacionais, como Painel de Alto Nível de Especialistas em Segurança Alimentar e Nutricional do Comitê de Segurança Alimentar da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), têm alertado para uma série de medidas que devem ser implementadas em todos os países atingidos para que a crise de saúde não se torne também um problema de segurança alimentar.

Entre as recomendações, está a atenção especial à agricultura familiar, que em nível mundial é a principal protagonista na produção de alimentos, sendo suas atividades essenciais para a manutenção da sociedade. No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017 indicou que é uma população majoritariamente em idade avançada e em situação de empobrecimento e de vulnerabilidade social, tornando-os duplamente um grupo de risco à Covid-19.

Assim, cuidar da saúde, da renda e da qualidade de vida dos agricultores familiares é uma ação necessária para que a sociedade em geral possa seguir se alimentando. É nesse sentido que pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Unisc - Mestrado e Doutorado (PPGDR) e do Observatório do Desenvolvimento Regional (ObservaDR) lançaram um estudo para avaliar o impacto da pandemia na comercialização direta da agricultura familiar.

Coordenada pela pesquisadora pós-doc Potira Preiss, o estudo tem a intenção de levantar informações sobre os potenciais impactos da pandemia nas dinâmicas comerciais, na renda e na saúde dos agricultores familiares. A coleta de dados ocorre em canais de comercialização diretos da agricultura familiar, como feiras, coletivos de consumo organizados, cooperativas e sistemas de entrega domiciliar.

A pesquisa iniciou em Porto Alegre e Santa Cruz do Sul, mas vai se estender para outras cidades do Estado e do país, com apoio de novas parcerias, como a Emater-RS e a Rede CSA Brasil. Além das pesquisadoras e estudantes do PPGDR Unisc (professora Cidonea Deponti, Renata Soares e Jaime Weber), também há participação do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (professor Gustavo Pinto e graduando Matheus Abraão Pedroso) e do Grupo de Estudos em Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento da Ufrgs (coordenador Sérgio Schneider e mestranda Naila Almeida).

Os primeiros resultados serão divulgados em breve pelo site www.observadr.org.br. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail potira@unisc.br