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Rural 22/03/2018 14:10
Por: Redação

Seminário de Produção Integrada Agropecuária foi destaque da Expoagro

O evento foi realizado pela Souza Cruz, empresa que há 100 anos deu o pontapé inicial no sistema que hoje é um dos pilares da produção brasileira de tabaco.

O Brasil é o país mais preparado do mundo para as mudanças que ocorrerão no futuro da produção e no mercado de tabaco, graças ao sistema de produção integrada, criado há 100 anos e que dá segurança a esta cadeia produtiva. Com esta frase, Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), resumiu o sentimento coletivo dos participantes do Seminário de Produção Integrada Agropecuária realizado na tarde desta quarta-feira (21), na programação da Expoagro Afubra, em Rincão del Rey, Rio Pardo.

O evento foi realizado pela Souza Cruz, empresa que há 100 anos deu o pontapé inicial no sistema que hoje é um dos pilares da produção brasileira de tabaco. Schünke ainda acrescentou que o futuro do tabaco existe e passa obrigatoriamente pelo Sul do Brasil. Segundo ele, a inovação é frequente no segmento e graças à verticalização da cadeia produtiva sempre o setor conseguiu se adaptar rapidamente e responder com competitividade, eficiência e sustentabilidade às exigências de mercado.

O presidente do SindiTabaco lembrou o pioneirismo do setor em ações pela sustentabilidade ambiental, social e econômica, a renda gerada pelo tabaco e a qualidade de vida do produtor, o perfil multiprodutivo das propriedades de fumicultores e as vantagens agregadas pelo sistema ao agricultor, como garantia de venda, assistência técnica, assistência financeira, transporte de produtos. Atualmente 90% da produção brasileira, em torno de 700 mil toneladas na safra 2017, são exportados. E os clientes têm vantagens como o fornecimento regular, garantia de qualidade, de obediência às normas internacionais e rastreabilidade.

As empresas, por sua vez, elencam entre suas vantagens com o sistema, o planejamento dos volumes, qualidade e integridade do tabaco e garantia de fornecimento. O Brasil comemorou em 2017 os 25 anos de liderança no mercado internacional de tabaco, e números como o menor índice de uso de princípio ativo de defensivos agrícolas entre as culturas brasileiras, além de uma renda familiar mensal de 6 mil 608 reais dos produtores.

Pesquisa indica que 73% dos produtores de tabaco já têm sucessores nas propriedades, 85% dos agricultores pretendem e manter plantando tabaco, entre outras culturas, e 90% estão satisfeitos com a atividade. Para Schünke, este resultado representa muito bem duas certezas: a atividade gera renda e o sistema dá segurança ao fumicultor.