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Rural 24/07/2020 12:41
Por: Fabricio Ceolin

Estratégias para safra de fumo 2020/2021 foram discutidas

Na área da produção, 5 milhões de toneladas de tabaco são produzidas no mundo, das quais, 600 a 650 mil produzidas somente no Brasil. 

Com aproximadamente 95% da safra de fumo 2019/2020 comercializada no Sul do país por preços ao produtor achatados pela classificação, representantes de governos, entidades, lideranças de agricultores, executivos e deputados, avaliaram ontem problemas da cadeia produtiva que afetam especialmente os fumicultores. Pesquisa da Afubra aponta que o valor médio pago ao agricultor na safra atual foi de R$ 9,48 o quilo do tabaco tipo Virgínia, o que representa um aumento de apenas 0,42% em relação ao ciclo passado.

O cenário foi debatido em audiência pública virtual promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. Falando ao programa Quadro Geral da Rádio Sobradinho, o deputado Elton Weber, defendeu que a Indústria passe a considerar também o levantamento do custo de produção feito pelas entidades que representam os produtores, e a garantia de compra do fumo. Já o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, lembrou que negociação é feita diretamente entre empresas e produtores. Schünke acrescentou que está havendo uma redução gradual do consumo de cigarros, embora cerca de 5,3 trilhões de cigarros são consumidos anualmente.

Na área da produção, 5 milhões de toneladas de tabaco são produzidas no mundo, das quais, 600 a 650 mil produzidas somente no Brasil.  Outro ponto que afeta a cadeia produtiva do tabaco, o contrabando esteve entre os temas citados pelo executivo.

Iro Schünke salientou que “a questão do mercado ilegal impacta muito as empresas brasileiras, uma vez que a diferença da carga tributária dos cigarros brasileiros e paraguaios desequilibra a concorrência e estimula o contrabando, além de contribuir para uma significativa evasão fiscal, considerando que o consumo do produto ilegal já supera o produto legal”.