Logo Rádio Sobradinho AM & Jacuí FM
Polícia 25/09/2020 12:01
Por: Redação

Cenas de sexo: delegada diz que vídeo pode ter sido represália contra promotora de Sobradinho

A delegada Graciela Foresti Chagas esclareceu que a investigação só foi tornada pública porque a pedido da promotora foi levantado o sigilo do caso, que é comum nesse tipo de situação para evitar a exposição das vítimas.

A Polícia Civil revelou detalhes da investigação que apura a possível prática dos crimes de exposição e contra a honra e a imagem da promotora de Justiça do Município de Sobradinho, Amanda Giovanaz, e duas advogadas que são procuradoras Municipais. Em entrevista ao programa ENFOQUE da Rádio Sobradinho AM, a delegada Graciela Foresti Chagas disse que as três procuraram a Delegacia de Polícia e o Ministério Público depois que seus nomes foram vinculados a mensagens e supostos vídeos em que elas apareceriam em cenas de sexo explícito.

A delegada esclareceu que a investigação só foi tornada pública porque, a pedido da promotora foi levantado o sigilo do caso, que é comum nesse tipo de situação para evitar a exposição das vítimas. Graciela Foresti Chagas disse que a promotora agiu assim por estar convicta de que não existe nenhum vídeo com esse tipo de conteúdo que a envolva. Conforme a delegada, uma das possibilidades apuradas é a de que pessoas que se sentiram incomodadas com a atuação da promotoria teriam disseminado as mensagens em forma de represália. Ela não quis revelar detalhes de onde pode ter partido essa iniciativa.

Além de mensagens escritas, estas pessoas teriam utilizado um vídeo com cenas de sexo de outras pessoas que vazaram na internet, tentando passar a ideia de que seriam a promotora e as duas advogadas.  Sete mandados de busca e apreensão em Sobradinho e Lagoa Bonita do Sul já foram cumpridos e recolheram celulares e computadores que passarão por perícia. Graciela Foresti Chagas esclareceu que a intenção é chegar a quem tomou a iniciativa, mas que pessoas que apenas repassaram as mensagens também podem ser responsabilizadas, uma vez que compartilhar esse tipo de conteúdo sem autorização é crime.

A pena pode, inclusive, ser agravada pelo meio utilizado, no caso as redes sociais, e por envolver servidor público. Áudios e mensagens alertando sobre a investigação também passarão por perícia. Durante as buscas da Polícia, também foram apreendidas armas cuja situação legal será apurada. Inicialmente sete pessoas foram identificadas e são investigadas. A delegada fez questão de dizer que não está havendo maior atenção a este caso só por se tratar de uma promotora como vítima.  Outras investigações semelhantes já ocorreram na região, sem nenhuma divulgação para evitar constrangimento às vítimas. 

Num destes casos, adolescentes foram responsabilizados por divulgar vídeo com cenas do estupro de uma criança. Graciela Foresti Chagas lembrou que apenas armazenar cenas íntimas de menores já configura pedofilia. E no caso de adultos, apenas compartilhar também já pode configurar crime.