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Geral 03/12/2019 14:39
Por: Redação

Greve do magistério não tem previsão para acabar

Nesta segunda-feira (02), alunos da escola estadual Copetti de Sobradinho em parceria com alunos da Escola Estadual de Arroio do Tigre promoveram nova manifestação pela Avenida João Antônio, até o centro de Sobradinho.

A greve do magistério no Rio Grande do Sul completa 16 dias nesta terça-feira e por enquanto não há expectativa de ser encerrada. De acordo com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), das duas mil e quinhentas escolas da rede, 410 estão sem aulas. O Cpers/Sindicato, entidade que representa os professores, aponta que o número é ainda maior, chegando a 770 estabelecimentos. Enquanto o impasse entre governo e a categoria não é resolvido, milhares de alunos aguardam em casa o desfecho nas negociações para poder encerrar o ano letivo.

Nas escolas estaduais do Centro Serra a greve é parcial, e as aulas continuam sendo realizadas normalmente. O calendário da Secretaria Estadual de Educação indica que aulas deveriam terminar no dia 19 de dezembro. No entanto, mesmo que a greve fosse encerrada agora, seriam necessários compensar os 15 dias parados. Isso faria com que as aulas se estendessem até o começo de janeiro. Segundo a Seduc, por lei, as escolas devem cumprir 200 dias letivos e 800 horas/aula. Quando a paralisação for encerrada, a pasta deverá encaminhar uma orientação às direções das escolas. Uma das possibilidade é realizar aulas também aos sábados para poder compensar os dias perdidos.

Os professores protestam contra o pacote do governo enviado ao parlamento que altera o plano de carreira do magistério. Entre outras reivindicações, o Cpers quer a aplicação do piso do magistério dentro do atual plano de carreira nacional, cujo maior salário é de 7 mil 673 reais. No texto protocolado na Assembleia, o maior salário básico seria de 3 mil 887 reais. A ideia é aumentar esse valor, mas também aumentar a progressividade. Ou seja: para chegar até o valor máximo, será preciso ganhar mais promoções ao longo da carreira.

Presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Schürer reforça que a greve não tem data para terminar e que a volta às aulas está condicionada à revisão do projeto enviado à Assembleia. Segundo ela, se o governador decidir cortar o ponto dos professores, não haverá recuperação das aulas, destacando que a categoria não irá trabalhar de graça”.

“Eduardo Leite vai ter que encontrar um jeito para este problema que ele mesmo criou” — pontuou Helenir Schürer. Nesta segunda-feira (02), alunos da escola estadual Padre Benjamim Copetti de Sobradinho em parceria com alunos da Escola Estadual de Arroio do Tigre promoveram nova manifestação pela Avenida João Antônio, até o centro da cidade, em apoio a greve dos professores.