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Polícia 13/06/2018 14:23
Por: redacao

Autor da chacina de Pinhal Grande é condenado a mais de 120 anos de prisão

Os crimes, cometidos em sequência, ocorreram no dia 29 de novembro de 2016.

  • Julgamento de Ariosto. Foto: reprodução/Internet
  • Casa do acusado foi incendiada. Foto: reprodução/Internet
  • Prisão ocorreu em dezembro de 2016. Foto: reprodução/Internet

Um ano e meio após a chacina, em 8 horas e 30 minutos de julgamento no Fórum de Júlio de Castilhos, Ariosto da Rosa foi condenado ontem a um total de 128 anos de prisão em regime fechado pela morte de quatro pessoas. Ele recebeu pena de 30 anos e oito meses pela morte de Afonso Gonçalves, de 60 anos; mais 30 anos e oito meses pelo assassinato do menino Iran Gonçalves dos Santos, de 10 anos; outros 23 anos pela morte de Alex Cardoso Leal, 17 anos; 25 anos pela morte e 18 anos pelo estupro de Bianca Moraes de Salles, de 16 anos. Os crimes, cometidos em sequência, ocorreram no dia 29 de novembro de 2016.

Na leitura da sentença, feita pelo juiz Ulisses  Gräbner, o júri acolheu as qualificadoras de motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima nos quatro casos. Foi acolhida também a acusação de estupro, com acréscimo da pena pela relação de parentesco com a vítima, que era enteada do réu. A advogada de defesa Patrícia Mello afirmou que irá recorrer da sentença, pois entende que não havia provas suficientes dentro do processo para a aceitação das qualificadoras. Para Patrícia, também não havia provas suficientes que comprovassem o estupro de Bianca. Em 29 de novembro de 2016, Ariosto matou a enteada, Bianca, na propriedade rural dele. Depois, seguiu pela estrada e assassinou o adolescente Alex, e o menino Iran, filhos de pessoas com quem tinha desavenças.

Por fim, o homem foi até o interior do município e matou  Afonso, com quem havia discutido no passado. Ele fugiu após cometer os crimes. A Polícia Civil e a Brigada Militar montaram um grande cerco para prendê-lo. Pinhal Grande, de 4,5 mil habitantes, ficou em polvorosa, temendo novos ataques de parte do então foragido. A casa em que o criminoso morava foi incendida. A prefeitura chegou a decretar emergência. Ele só foi localizado 22 dias depois de cometer a série de crimes no interior de Dona Francisca. Ariosto está preso desde então na Penitenciária Estadual de Santa Maria.