Logo Rádio Sobradinho AM & Jacuí FM
Rural 14/11/2020 12:05
Por: Redação

Estimativa para a safra de tabaco 2020/2021 é de quase 607 mil toneladas

Afubra elaborou no mês de outubro uma correspondência destinada às empresas fumageiras.

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) elaborou no mês de outubro uma correspondência destinada às empresas fumageiras, com o apoio das Federações dos Sindicatos Rurais (Farsul, Faesc e Faep) e Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep). Na carta, a solicitação para que iniciem a compra da safra de tabaco 2020/2021 ainda este ano. Segundo o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, é de suma importância que os produtores de tabaco que querem ou precisam comercializar sua produção já em 2020, possam ter esta oportunidade. Ele lembra que “os fumicultores vêm de uma safra com pouca e, em algumas regiões, sem rentabilidade; muitos sequer conseguiram comercializar toda a safra”. O dirigente ainda enfatiza o compromisso que os fumicultores demonstram com o setor tabaco.

A Universal Leaf, primeira empresa a dar retorno à correspondência, confirmou que irá iniciar as compras em dezembro.

A JTI Processadora de Tabaco informou que, excepcionalmente para a safra 2020/2021, irá iniciar a compra do tabaco da variedade Virgínia no dia 1º de dezembro, nos três Estados do Sul do Brasil.

A CTA manterá compras na matriz, em Venâncio Aires/RS, de 09 até 16 de dezembro; na filial Araranguá/SC, de 07 até 16 de dezembro; na filial de Ituporanga/SC, nos dias 09, 10 e 14 de dezembro; e na filial Papanduva/SC, nos dias 10 e 14 de dezembro. A ATC informou que se programa para comprar em dezembro.

A Philip Morris informou que iniciará a compra no dia 6 dezembro. Tabacos Marasca inicia a compra já no dia 16 de novembro.

As empresas Alliance One, BAT Brasil (Souza Cruz) e China Brasil, informaram que irão iniciar a compra no início de janeiro, mas que acompanham as questões financeiras de seus produtores integrados e, se necessário, auxiliarão nas suas necessidades.

 

A Afubra finalizou, esta semana, a primeira estimativa para a safra de tabaco 2020/2021: 606.952 toneladas, nos três Estados do Sul do Brasil, o que significa uma redução de 4% comparado à safra passada, que fechou em 633.021 toneladas. Em termos de área, houve uma redução de 6%, passando de 290.397 hectares para 273.356 hectares, nesta safra. Já a expectativa de produtividade é de 2.220 kg/ha. O presidente da Afubra, Benício Albano Werner, explica de que forma a entidade chega a estes números de estimativa. Segundo ele, “a Afubra possui no seu Sistema Mútuo, o número de pés inscritos, por tipo de tabaco.

A estes números, soma-se o percentual dos produtores que não estão inscritos no Sistema. O último percentual usado é o de produtores que plantam a mais ou a menos que o inscrito. Estes três fatores definem o total da área plantada”.

No Rio Grande do Sul, a estimativa de produção aponta para 263.971 toneladas de tabaco (235.398 toneladas na variedade Virgínia; 28.045 no Burley; e 528 toneladas no Comum), cultivados numa área de 123.257 hectares.

A safra conta com 70.997 famílias produtoras. Em Santa Catarina, a projeção é de 185.187 toneladas (170.569 no Virgínia; 13.726 no Burley; e 892 toneladas na variedade Comum), produzidas numa área de 80.678 hectares. As famílias produtoras são 41.829. No Paraná, a produção deve chegar às 157.794 toneladas (145.228 toneladas no Virgínia; 7.488 no Burley; e 5.077 toneladas no Comum), numa área de 69.421 hectares.

O número de famílias produtoras é de 24.792. Com referência ao clima, o dirigente destaca que, num geral, não está o ideal. Segundo Werner, “os produtores do fumo Burley, do noroeste gaúcho e oeste catarinense, sofrem com a estiagem no momento do crescimento, da formação da folha. Já no Vale do Rio Pardo, a chuva está faltando para a produtividade e qualidade do meio pé para cima”. Além disso, segundo ele, comparando o clima da safra atual com a safra passada, “há uma melhora, no geral, mas com localidades específicas que já sofrem com a estiagem”.