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Rural 15/10/2018 13:49
Por: redacao

Amprotabaco acredita que a comercialização da safra atual não será prejudicada com discussões da COP-8

Realizado em Genebra, na Suíça, entre os dias 1º a 6 de outubro, o evento que trata das restrições impostas ao tabaco no mundo não conseguiu modificar a forma do comércio internacional do produto.

A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), que enviou uma delegação a 8ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-8), acredita que a comercialização da safra atual não será prejudicada a partir das discussões. Realizado em Genebra, na Suíça, entre os dias 1º a 6 de outubro, o evento que trata das restrições impostas ao tabaco no mundo não conseguiu modificar a forma do comércio internacional do produto.

De acordo com o consultor executivo da Amprotabaco, Dalvi Soares de Freitas, havia uma grande preocupação dos municípios produtores, no que ser refere à safra que está plantada e prestes a ser colhida, especialmente no Rio Grande do Sul. Freitas explica que se esta decisão tivesse sido tomada, a exportação do tabaco, atividade que o Brasil lidera no ranking mundial poderia sair prejudicada já no fim desta safra. Qualquer redução na comercialização fora do país tem impactos significativos na produção do tabaco, e, por consequência disso, na economia dos mais de 650 municípios produtores do Brasil.

O consultor executivo da Amprotabaco ressalta que, ao longo dos últimos anos, desde a implementação da Convenção-Quadro, o setor produtivo tem sofrido com a redução do consumo de cigarros ao redor do mundo. Entre os temas que ganharam destaque nos debates da conferência está a diversificação da produção nas áreas de plantio de tabaco. Conforme o consultor existe uma proposta brasileira para criação de um novo imposto em cima do cigarro, na intenção de financiar este fundo no Brasil. Segundo Freitas, ao aumentar a carga de impostos em cima do cigarro nacional, o Brasil estará fortalecendo o mercado ilegal e o contrabando.