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Geral 28/04/2021 12:03
Por: Redação

Proliferação da espécie, que não é nativa da bacia, tem causado prejuízo a pescadores

Neste momento, os relatos de presença da palometa, estão num raio de 150 quilômetros de distância no curso do Jacuí, entre Cachoeira do Sul e General Câmara

Com prejuízos à atividade de pesca, a proliferação de piranhas vermelhas, da espécie Serrasalmus maculatus, popularmente chamadas de Palometas, segue no radar de preocupação do Estado. Do ponto de vista técnico, a questão vem sendo coordenada pelo Ibama, com parceria da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura e municípios. Um dos primeiros passos é identificar onde há registros do problema. Segundo o analista ambiental Maurício Vieira de Souza, o órgão federal está acionando as prefeituras para fazer a coleta de informação o mais rápido possível. 

Reunidos, esses dados serão encaminhados para que especialistas no tema possam buscar respostas. Neste momento, os relatos de presença da palometa, estão num raio de 150 quilômetros de distância no curso do Jacuí, entre Cachoeira do Sul e General Câmara. Souza explica que o que está acontecendo é a chamada invasão biológica. A espécie em questão é nativa, mas não nessa e, sim, na bacia do Rio Uruguai. Em algum momento, acabou "cruzando" para o novo ambiente.

O Diretor do Instituo de Meio Ambiente da PUCRS, o professor Nelson Fontoura completa que, do ponto de vista técnico, ninguém sabe ainda a quantidade de piranhas existentes. Conforme ele, após a introdução de uma espécie costuma haver um desequilíbrio. O predador natural desse tipo de piranha é o dourado. A espécie, no entanto, está ameaçada de extinção