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Rural 05/12/2018 14:00
Por: redacao

Negociação do preço do tabaco está ocorrendo em Santa Catarina

A reuniões individuais com as empresas vão até esta quinta-feira (06), pela manhã.

A primeira rodada de negociação do preço do tabaco para a safra 2018/2019 começou nesta quarta-feira (05) na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina, em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis. No início da manhã, houve reunião fechada dos representantes das federações dos três Estados do Sul e da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) para analisar a adequação das tabelas de preço e informações sobre as especificações do tipo de tabaco que o mercado comprador exige. No encontro ainda houve a avaliação do custo de produção apurado, que servirá de parâmetro para a negociação do reajuste do preço.

O presidente da Afubra, Benício Werner, destaca que existe uma demanda do mercado internacional por tabaco maduro, de cor alaranjada e não limão; por isso, a necessidade de estabelecer normas para uma colheita planejada. Acrescenta que o agricultor precisa adaptar o plantio à estrutura de secagem. Werner ressalta que este ano, pela primeira vez, as entidades apuraram o custo de produção de maneira separada para cada empresa, porém, no percentual de reajuste, ou seja, a lucratividade do produtor, as entidades vão buscar o mesmo percentual em todas as empresas.

Segundo ele, nas reuniões individuais com as empresas, a pauta abrange a avaliação e definição da nova tabela; a apresentação e análise do custo de produção apurado pelas entidades e cada empresa; e a negociação dos preços para a venda da safra. Benício Werner ressalta que os coeficientes técnicos utilizados pelas entidades representativas dos produtores e pelas indústrias são os mesmos, de acordo com o Fórum Nacional de Integração Agroindustrial, responsável por definir diretrizes que garantam equilíbrio entre a indústria e os produtores integrados, proporcionando segurança jurídica entre todos os elos da cadeia produtiva.

Por isso, se houver discrepância em algum item, como a mão de obra, por exemplo, integrantes dos dois lados voltarão juntos a campo para verificar a diferença no levantamento. A reuniões individuais com as empresas vão até esta quinta-feira (06), pela manhã.