Logo Rádio Sobradinho AM & Jacuí FM
Rural 16/05/2020 13:40
Por: Fabricio Ceolin

FETAG critica rigor na classificação do fumo e manifesta preocupação com o futuro do setor

entidade afirma que a postura das empresas é inadmissível diante do cenário atual.

A FETAG está manifestando preocupação com a situação atual da fumicultura gaúcha, especialmente em relação à política de comercialização adotada pelas empresas fumageiras. A entidade afirma que a postura das empresas é inadmissível diante do cenário atual, em que os produtores já sofrem com perdas devido ao clima, dificuldades na comercialização devido a pandemia do COVID-19, e agora ainda sofrem com o rigor na classificação, reduzindo sua lucratividade.

A FETAG afirma que não há uma justificativa para este rigor das empresas, tendo em vista que 80% do tabaco produzido é exportado e o valor do dólar está próximo aos R$6,00. Outro ponto que preocupa é o corte de produtores que vem sendo feito por algumas empresas, trazendo incertezas em relação ao futuro da cadeia produtiva. As entidades são contrárias a redução de famílias produtoras para o aumento de área plantada. Segundo a FETAG, as empresas estão desrespeitando as regras estabelecidas no Fórum Nacional da Integração do Tabaco - FONIAGRO - durante as negociações de preço, o que tem fragilizado o sistema Integrado do Tabaco, construído ao longo de anos e que serve de referência para as demais cadeias produtivas.

Diante disso, a FETAG-RS e sua Comissão Estadual do Fumo estão cobrando uma mudança de postura das empresas, tanto na comercialização quanto na política que envolve todo o setor fumageiro.

Na região Centro Serra, produtores relatam em suas páginas nas redes sociais o baixo preço pago por algumas fumageiras e o rigor na classificação na comparação com safras passadas. Alguns estão trazendo a carga de fumo de volta. As empresas fumageiras e o Sinditabaco dificilmente se manifestam sobre preços e classificação.