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Geral 08/12/2015 17:44
Por: Redação

Secretário da Saúde é convocado para reunião sobre o Zica Vírus

O Secretário Municipal da Saúde de Sobradinho, Nilo Wieztke, participa de reunião nesta quarta-feira (09) na Secretaria Estadual da Saúde, em Porto Alegre. O encontro vai definir estratégias para evitar que o Zica Vírus se propague pelo Rio Grande do Sul.

Conforme Wietzke, foram convocados os secretários de Saúde de todos os municípios onde houve a constatação da presença do mosquito Aedes Aegypti – transmissor da dengue, que também pode transmitir o Zica Vírus.

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (08), em Brasília, o Ministério da Saúde divulgou o novo levantamento em relação ao casos suspeitos de microcefalia no Brasil. Foram notificados 1.761 casos, 513 a mais em relação ao último boletim do final de novembro, divulgado no dia 30 de novembro.

— Enquanto não são confirmados e classificados, os casos estão em investigação — disse o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.
Segundo o relatório, Pernambuco segue com o maior número de casos, com 804. Na Paraíba, foram 316 notificações e um óbito; Bahia teve 180 registros e dois óbitos e, no Rio Grande do Norte, foram 106 casos e sete óbitos. O Ministério investiga as causas dessas e de mais nove mortes de bebês com suspeita de microcefalia.

Ao todo, 422 municípios de 14 unidades da federação registraram casos suspeitos até o último dia cinco. O Rio Grande do Sul não consta na lista. Apesar de investigar 11 casos da má-formação em bebês nascidos na Grande São Paulo, o estado de São Paulo não consta na lista do governo. Segundo Maierovitch, a pasta trabalha com informações repassadas pelas secretarias municipais, o que justifica a variação de alguns números.

Durante a entrevista, a pasta também explicou o novo critério adotado para notificação de casos suspeitos de microcefalia. Agora, são considerados suspeitos aqueles em que o bebê nasce com o perímetro cefálico (PC) menor que 32 centímetros.

— Esse protocolo é fruto de discussões com especialistas. Ele ajusta algumas definições que haviam sido feitas antes desse debate mais amplo — explicou Maierovitch, que salientou que crianças nascidas com PC entre 32 e 33 centímetros, antes a nova norma entrar em vigor, também serão acompanhadas, apesar de o risco de apresentarem a má-formação ser baixíssimo.
Segundo ele, a nova medida tem como objetivo oferecer mais precisão para os casos confirmados de microcefalia. Mesmo com esta alteração, o especialista garante que o número de casos notificados não vai baixar. Entretanto, o número de confirmações, sim, pode sofrer mudanças.

O Ministério disse que conta com a parceria das Forças Armadas no combate ao mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika vírus. No entanto, reforçou o pedido para que a população se engaje na luta contra o Aedes aegypti.