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Geral 05/12/2015 12:00
Por: Redação

Burocracia emperra o Parque Natural Municipal de Vera Cruz

Pássaros e outras espécies que vivem numa área verde a poucas quadras do Centro de Vera Cruz correm risco, diante dos desafios para a preservação do local. O projeto para consolidar o Parque Natural Municipal há 12 anos esbarra na burocracia dos critérios legais da área ambiental do Estado. O município deixou de receber 300 mil reais empenhados para a estruturação do espaço, valor procedente das medidas compensatórias pelos danos ambientais na construção do eixo Norte da RSC-471, hoje RSC-153, que corta a cidade. Os recursos foram realocados para o Parque Estadual da Quarta Colônia, em Agudo e Ibarama, e depois, conforme informação obtida pelo Ministério Público, transferidos para Alegrete. Uma mostra do crescimento no interesse pela preservação da área com 15,85 hectares ocorreu na última sexta-feira na Câmara de Vereadores, em reunião com equipe da Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. A fim de viabilizar o enquadramento do projeto do parque nos critérios que determinaram em 2012 a exclusão da proposta das análises da Câmara Estadual de Compensação Ambiental, o município busca orientações para nova investida. Na ocasião, foi assinado convênio entre prefeitura e Universidade de Santa Cruz para atualizar o diagnóstico, o prognóstico e o projeto técnico de uso do parque. O trabalho tem seis meses para a conclusão, com investimento previsto em 14 mil 180 reais, custeado pelo Fundo Municipal do Meio Ambiente. O coordenador do Departamento do Meio Ambiente de Vera Cruz, Ricardo Konzen, observou que o local tem depósito irregular de lixo, extração de madeira e invasão de vegetais exóticos, que colocam em risco fauna e flora. A realocação dos recursos para compensação em outra região parou no Ministério Público de Vera Cruz. A prefeita Rosane Petry encaminhou denúncia-crime após Konzen conferir o local de aplicação dos recursos na Quarta Colônia e obter a informação de que não houve a liberação das verbas. A promotora Maria Fernanda Moreira questiona a compensação em outra região, pois o impacto ambiental ocorreu no Vale do Rio Pardo. O assessor técnico das Relações Institucionais da Sema, Valtemir Goldmeier, afirmou que o órgão será parceiro do município na busca por uma solução e prestará orientações.