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Política 24/04/2020 14:21
Por: Redação

Ex-juiz Sergio Moro anuncia demissão do Ministério da Justiça e deixa o governo Bolsonaro

A saída de Moro quase se tornou oficial nessa quinta, assim que soube da intenção de Bolsonaro em exonerar Maurício Valeixo.

Sergio Moro não é mais ministro da Justiça. Com um discurso forte, permeado por revelações importantes, o anúncio da saída foi feito hoje, em Brasília, horas depois da confirmação da demissão do diretor-geral da Polícia Federal. Moro é o segundo ministro a deixar o governo federal em pouco mais de uma semana. “Sinto que tenho o dever de tentar proteger a Polícia Federal. Por isso tentei buscar uma alternativa. A exoneração de Valeixo, eu fiquei sabendo pelo Diário Oficial, nesta madrugada. Eu não assinei. Em nenhum momento o diretor-geral apresentou um pedido formal de exoneração. Eu, sinceramente, fui surpreendido e achei ofensivo. Isso não é verdadeiro. Para mim, esse último ato foi uma sinal de que o presidente não me quer no cargo” – explicou Moro, sobre decisão de sair. Antes dele, Luiz Henrique Mandetta foi demitido pelo presidente por conta de divergências em função do isolamento social durante o combate ao novo coronavírus.

A saída de Moro quase se tornou oficial nessa quinta, assim que soube da intenção de Bolsonaro em exonerar Maurício Valeixo. A ala militar da administração havia conseguido convencer o ministro a permanecer, mas a gota d'água foi a confirmação da demissão de Valeixo.  Rádios e jornais do centro do país indicam que o atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, homem de confiança de Bolsonaro, pode ser o novo ministro da Justiça. Oliveira é ex-policial militar e advogado e também foi assessor jurídico do então deputado federal Jair Bolsonaro e chefe de gabinete do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Dia primeiro  de janeiro de 2019, assumiu a subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República no governo Bolsonaro. No dia 21 de junho de 2019, assumiu a função de ministro-chefe da Secretaria Geral. Moro afirmou que sai do ministério para preservar a própria biografia e para não contradizer o compromisso que assumiu com Bolsonaro: de que o governo seria firme no combate à corrupção. Ele ainda falou sobre seu futuro após deixar o governo. “Abandonei a magistratura. É um caminho sem volta. Agora vou descansar um pouco. Depois vou procurar um emprego. Não enriqueci, nem como magistrado nem como ministro”., comentou.