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Educação 15/10/2020 15:08
Por: Redação

Em resposta a Rádio Sobradinho, governador condiciona retorno de eventos a volta às aulas

Na coletiva de imprensa, a pergunta enviada pelo repórter Fabricio Ceolin da Rádio Sobradinho AM, questionou sobre a regra adotada para o retorno dos eventos.

O governador Eduardo Leite respondeu quarta-feira (14), uma série de questões durante o anúncio do retorno das aulas presenciais no Estado. Na coletiva de imprensa, a pergunta enviada pelo repórter Fabricio Ceolin da Rádio Sobradinho AM, questionou sobre a regra adotada para o retorno dos eventos. Um decreto do governo do Estado liberou a operação de restaurantes com autosserviço e a promoção de eventos corporativos de maior porte, bem como eventos sociais e culturais em teatros, auditórios e casas de espetáculos, com público sentado, obedecendo protocolos.

Apesar disso, o governo adotou a regra de que só poderão ser feitos eventos nas cidades que já autorizaram o retorno das atividades presenciais em instituições de ensino nos níveis já liberados, e que retomaram as aulas nas escolas municipais. A pergunta enviada por Fabrício Ceolin, questionou o governador sobre a classe de eventos que está prejudicada, onde os artistas, por exemplo, estão há mais de 7 meses precisando se reinventar, buscando alternativas de trabalho.

O repórter argumentou se “a regra adotada seria uma forma de utilizar o setor para pressionar os perfeitos para volta às aulas”. Em resposta, Eduardo Leite afirmou. “se o prefeito argumenta que não tem segurança para um retorno presencial das aulas, não é razoável que voltem as festas, eventos e atividades de entretenimento”. Leite destacou que “Educação tem que ser prioridade, pois, não há como justificar que parte da população que não está no grupo de risco, não se sinta segura a retornar obedecendo protocolos, e de outro lado, esteja em eventos, festas, e atividades culturais”. Ele afirmou que “isso é coerência, e não se deve ter retorno de outras atividades que coloquem grupos de risco em risco”. Segundo o governador, por isso, “para se ter prioridade a Educação, a regra foi adotada”. 

Já o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen, ficou surpreso com uma resposta do governador Eduardo Leite durante a entrevista. Para ele, isso fere a autonomia dos municípios. Segundo Hassen, “se a maioria dos prefeitos não tem essa confiança, o governador não pode condicionar a liberação de outras atividades à volta das aulas. Maneco Hassen sustenta que “as atividades são diferentes entre si, e que não podem ser comparadas no momento de sua liberação”. Também diz que “cada uma requer um tipo de cuidado específico, e que a educação é uma delas”.

Ele afirmou que o governador está equivocado e vai pedir para ele reveja esse ponto durante reunião com Eduardo Leite na próxima quarta-feira (21). O presidente da Famurs reforça o entendimento aprovado por duas vezes pela entidade de ser contrária à retomada das aulas presenciais neste momento. Sobre a liberação de escolas privadas pelos municípios, diz que esse tipo de estabelecimento possui melhor estrutura para adotar protocolos sanitários do que as instituições públicas. — “Outra coisa é o transporte. Na escola pública, isso precisa ser pensado. Na privada, não há essa necessidade — acrescentou ele. Para o presidente da Famurs, “não há necessidade de correr esse risco de retomada das aulas presenciais neste momento”.

Também em entrevista para o repórter Fabricio Ceolin, e reproduzida nesta quinta-feira (15) no programa Enfoque Rádio Sobradinho, o músico Leandro Silva relatou as dificuldades enfrentadas pelos músicos no Centro Serra, que antes tinham nos eventos a sua fonte de renda. Hoje, muitos estão buscando fontes de renda em outras atividades, e passam por dificuldades financeiras. 

Leandro Silva defendeu ainda uma mobilização da classe na região, uma vez que, a Associação dos Municípios do Centro Serra decidiu em não retornar com as aulas, o que inviabiliza também o retorno dos eventos pela atual regra adotada pelo Governo do Estado.

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