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Rural 13/12/2019 14:14
Por: Redação

Arroio do Tigre sediou a 3ª Abertura Oficial da Colheita do Tabaco no Rio Grande do Sul

Evento reuniu 300 pessoas, entre produtores de tabaco, autoridades e imprensa.

  • Foto: Fabrício Ceolin
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  • Assinatura do convênio do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco. Foto: Afubra
  • Família Stertz. Foto: Afubra

A 3ª Abertura Oficial da Colheita do Tabaco no Rio Grande do Sul ocorreu na manhã desta sexta-feira (13) na propriedade de Jeferson e Simone Stertz, em Linha Paleta, interior de Arroio do Tigre. A família é uma das maiores produtoras de fumo tipo burley, uma variedade de tabaco com composição praticamente oposta ao Virgínia, que domina as lavouras de Santa Cruz do Sul e região. Na propriedade da família Stertz são 70 mil pés, com média de 7 mil colhidos por dia. Outra diferença em relação ao tabaco plantado no Vale do Rio Pardo, é com relação ao tempo de cura. O processo é mais lento, levando até 40 dias para as folhas ficarem no ponto. O processo pós-secagem, no entanto, é o mesmo do virgínia. É necessário passar pelo processo de sortimento e feitas as manocas. Mesmo o burley sendo plantado na região Centro Serra, a venda ocorre para as empresas fumageiras do Vale do Rio Pardo - a maioria para Santa Cruz do Sul.

A família Stertz também investe em tecnologias, possui uma máquina acoplada a um trator, que além de colher o tabaco, faz a gaipa e já armazena a planta em um carreto ou até mesmo deixa no chão, o que possibilita mais agilidade na colheita e economia na mão de obra Devido à falta de chuvas, Jeferson instalou alguns pivôs de irrigação na lavoura de fumo. O governador Eduardo Leite, apesar de ter recebido o convite para participar do evento, não compareceu. Nem mesmo o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, esteve presente. Eles foram representados por Ivan Bonetti, diretor de políticas agrícolas da Secretaria da Agricultura.

Além do presidente do SintiTabaco, Iro Shünke, e da Afubra, Benício Verner, participaram do evento lideranças políticas e sindicais. Praticamente todos destacaram a defesa do setor. A valorização não só no preço, mas também na classificação. A falta de chuva que deverá trazer uma quebra de até 30%, e a necessidade de valorizar o trabalho do fumicultor. As lideranças políticas destacaram a falta de apoio ao setor nas lutas constantes pela manutenção da cadeia produtiva. O tabaco é cultivado por 75 mil produtores em 227 municípios gaúchos. Na safra 2018/2019 foram produzidas 312 mil toneladas em 142 mil hectares, o que gerou R$ 2,9 bilhões de receita aos produtores do Estado.

A organização da Abertura Oficial da Colheita do Tabaco foi da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), junto com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e Prefeitura de Arroio do Tigre, e reuniu 300 pessoas, entre produtores de tabaco, autoridades e imprensa.

Aproveitando a Abertura da Colheita do Tabaco, SindiTabaco, Afubra, Fetag, Farsul e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural realizaram a assinatura do convênio do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco. O programa incentiva a diversificação e a otimização no aproveitamento dos recursos das propriedades rurais. As Rádios Sobradinho AM e Jacuí FM acompanharam o evento com boletins.