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Rural 31/03/2020 13:55
Por: Redação

Com comercialização suspensa, tabaco se acumula nos galpões

Preocupadas com a situação dos fumicultores, a Afubra e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) encaminharam às fumageiras, no dia 26 de março, pedidos de apoio aos produtores de tabaco.

Nos últimos meses, a seca castigou a produção de tabaco. Agora, os fumicultores enfrentam mais um desafio: driblar as dificuldades econômicas frente à paralisação da compra do fumo. Como prevenção ao coronavírus, as fumageiras suspenderam as atividades. Algumas já vinham reduzindo a compra do produto, segundo o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, evitando fluxo grande de trabalhadores - muitos de outros municípios.

Mas é desde a última quinta-feira, dia 26, que elas pararam totalmente, conforme determinação de decreto. Com os galpões de fumo ainda cheios – sendo que 30% da safra foi comercializada no Vale do Rio Pardo – os produtores devem sentir os impactos dessa paralisação rapidamente. Preocupadas com a situação dos fumicultores, a Afubra e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) encaminharam às fumageiras, no dia 26 de março, pedidos de apoio aos produtores de tabaco.

A Afubra sugeriu que cada empresa efetue um adiantamento aos produtores integrados por conta do tabaco contratado - e que será comercializado quando as fumageiras voltarem a funcionar -, e que o adiantamento fosse descontado na entrega do produto. Também, para buscar amenizar a situação dos fumicultores, a Fetag solicitou às empresas a antecipação ou o adiantamento de parte do valor a ser comercializado pelo produtor na safra.