BENÍCIO
Benício Werner destaca que essa diminuição do consumo tem como causas as restrições em ambientes para uso de cigarro. Foto: arquivo

Entidades orientam produtores a reduzir área com tabaco

As seis federações representativas dos produtores e Afubra estão finalizando a elaboração de um folheto a ser distribuído aos agricultores que plantam tabaco. O folheto contém instruções para reduzir ou  manter a área plantada na próxima safra. A medida se deve às informações  de que a demanda mundial pelo tabaco, que em 2005, 2008 e 2010 era de quase 7 milhões de toneladas, hoje não chega a 5 milhões, buscando  maior lucratividade para os fumicultores. Conforme o presidente da Afubra, Benício Werner, essa diminuição do consumo tem como causas as restrições em ambientes para uso de cigarro. A estimativa de produção é de 695 mil toneladas nos três estados, mas a Afubra já tem a convicção de que essa quantidade pode ser ultrapassada. Isso porque em visita a produtores tem sido verificado que a produção do Virgínia, hoje estimada em 605 mil toneladas, pode ser 20 mil toneladas maior. A produção ideal para uma boa remuneração na safra 2017/2018 no Sul do Brasil é de 588 mil e 500 toneladas, ou seja, de 520 mil toneladas do Virgínia, 60 mil toneladas do Burley e 8,5 mil toneladas do tabaco galpão comum, de acordo com o presidente da Afubra. Essa avaliação considera também o fato de estar diminuindo o consumo do cigarro tradicional e aumentando o consumo do eletrônico, que utiliza apenas 20% da quantidade de tabaco usada no tradicional. Apesar destes fatores, Werner frisa não acreditar que o tabaco está com os dias contados, pois Santa Cruz terá a instalação de mais uma fábrica de cigarros e não faz muito tempo a British American Tobacco   adquiriu, nos Estados Unidos, a Reynolds American por um valor altíssimo. No entender de Werner, nenhuma dessas empresas faria um investimento dessa magnitude sem ter uma perspectiva de buscar o retorno. 

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