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ENFOQUE – 28 de setembro de 2015 – segunda-feira

Fim de semana com os pais

Comentar sobre acontecimentos pessoais ou familiares sempre tem certo risco. Fala-se com a emoção e, por vezes, de algo que não interessa aos demais. Mas há fatos que, mesmo pessoais, são universais, ou seja, dizem respeito a todos. Pois acho que este meu relato se encaixa neste critério.
Neste fim de semana curti meus pais, que depois de um bom tempo, vieram me visitar. Que bom fim de semana foi este!

E então estávamos assistindo a clipes de músicas tradicionais alemãs. Sim, existem vídeo clipes de bandinhas, não apenas de mega celebridades da música comercial. E eis que de repente estava eu emocionado com aquelas cenas. Meus pais ali, ouvindo e vendo atentamente aquelas imagens que nada mais eram que uma viagem às raízes de sua gente. De minha gente!

Em meio aos acordes de bandoneões e trombones apareciam as cenas de uma antiga propriedade de colonos, com direito a carroça, com um assado feito em forno de tijolo, com lavoura preparada a arado de tração animal, com uma “mota” e seu avental cuidando da casa.

Quanta história não estava ali impregnada naquelas cenas? Quantas histórias vividas pelos meus pais não passavam pelas suas mentes e corações naquele momento?

Tudo que é autêntico emociona, como imagens de colonos e suas velhas ferramentas, porque são símbolos de vida.

E, certamente, vão se tornar cada vez mais emocionantes porque cada vez mais farão parte do passado. Hoje, uma carroça já parece peça de museu, como já é um forno de tijolo, como já é um engenho de cana de madeira, como já é uma máquina manual de moer grãos.

Mas se existe algo que nunca estará superado é o respeito por essa gente e a felicidade de um fim de semana com os pais.

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